NOTICIA

10.09

Polícia Federal prende em São Paulo suspeito de fraudar INSS e ameaçar Servidores Públicos

Mandados foram expedidos pela 3ª Vara de Sto.André; ações envolveram Diadema e Ribeirão Pires
 
A PF (Polícia Federal) deflagrou ontem a Operação Recidiva com objetivo de desconstruir ação de grupo criminoso que fazia ameaças de agressão e morte a servidores públicos no Estado. A organização, que já havia sido alvo em abril de operação chamada Púnico, era especializada em inserir dados falsos nos sistemas de informação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e criava benefícios a pessoas que não tinham direito a eles, no caso auxílios-reclusão fraudulentos para presos. Todos os mandados, dez no total, foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Federal de Santo André.
 
As ações, firmadas em conjunto com o INSS, MPF (Ministério Público Federal) e o Ministério da Fazenda, ocorreram nos municípios de Diadema, Ribeirão Pires, São Paulo, Praia Grande e Aguaí. O nome da operação refere-se justamente à reincidência do caso a partir de intimidação a funcionários. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva – uma mulher que liderava as operações, em Praia Grande – e nove de busca e apreensão, além de um novo mandado de prisão contra o homem preso em abril, ex-servidor do órgão. Outra pessoa foi detida, em Aguaí, só que por ocasião de flagrante, pelo fato de ter sido encontrada arma de fogo irregular na localidade designada.
 
O grupo forjava documentos para burlar as inscrições, com o auxílio, inclusive, do servidor preso na fase anterior. Mesmo após o esquema ser descoberto pela PF, em março, funcionários passaram a ser ameaçados para permitir a continuidade das fraudes. Em abril foi realizada a primeira operação, denominada Púnico, contra a quadrilha, mas, apesar das três prisões, as coações “não cessaram, o que gerou novas investigações (sobre o episódio) e a ação policial de hoje (ontem), com a prisão de líder dos suspeitos”.
 
A PF sinalizou que, a princípio, a operação – considerada célere – teve desfecho se ficar comprovado que as ameaças no INSS terminaram a partir dos mandados, porém, não está descartado prosseguimento das averiguações diante de quaisquer dados de segunda reincidência.
 
O inquérito teve começo no dia 22 de março, com a informação de que a chefe da agência da Previdência Social em Santo André estava sendo intimidada depois de ter descoberto esquema envolvendo um servidor lotado naquela mesma agência. Em razão do problema identificado, cortou seu acesso aos sistemas de inserção de beneficiários. As ameaças haviam se iniciado no dia seguinte àquela decisão interna. Após um hiato de tempo, o gerente executivo do órgão também começou a receber intimidações por telefone. As ameaças de agressão e morte mencionavam até familiares.
 
A pedido da PF, o INSS realizou breve varredura nas atividades do servidor, por conta da necessidade de ação rápida, “tendo verificado 12 benefícios que ele havia processado”. “Desta análise, 100% dos benefícios tinham indícios de fraude. A Coinp (Coordenação-geral de Inteligência Previdenciária, órgão ligado ao Ministério da Fazenda) aprofundou a análise dos casos e verificou outras fraudes envolvendo o grupo investigado”, pontuou a polícia.
 
Os investigados responderão, na medida de suas participações no esquema, pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas informatizados da União, estelionato contra a União, ameaça e organização criminosa, com penas que variam de um mês a 13 anos e quatro meses de prisão.
 
 
Fonte: Diário do Grande ABC e Radioagência Nacional
 
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