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Notícias AFPB
09/09/19
Levantamento Vai Auxiliar STF Na Alocação Ideal De Servidores Nas Diversas Áreas Da Corte
Pesquisadores da Universidade de Brasília vão mapear 50 unidades do STF para definir, com base em critérios científicos, o quantitativo ideal de pessoas para desenvolver os processos de trabalho.
 
O Supremo Tribunal Federal deu início a um levantamento que vai identificar as necessidades de pessoal dos diferentes setores da Corte para definir o quantitativo ideal da força de trabalho para o desenvolvimento das atividades. O projeto Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT), desenvolvido em parceria com a Universidade Brasília (UnB), será mais um instrumento que busca concretizar uma das metas do ministro Dias Toffoli, que é a eficiência dos serviços prestados pelo STF a partir de modernas ferramentas de gestão e tecnologia da informação.
 
O DFT já vem sendo aplicado em outros órgãos públicos, como o Tribunal Superior Eleitoral e alguns do Poder Executivo, sob coordenação do Ministério da Economia. A proposta baseia-se na utilização de estratégias com intuito de contribuir para que a organização esteja preparada para atender demandas atuais e futuras, selecionando as pessoas com perfil adequado, na quantidade necessária e nos lugares certos ao longo do tempo. “O projeto vai dar ao Tribunal um instrumento para, de forma científica, dizer a quantidade adequada de servidores para determinada atividade”, afirma o diretor-geral do STF, Eduardo Toledo.
 
O projeto
 
O modelo é fundamentado em estudos científicos que unem dados quantitativos e qualitativos, matemáticos e comportamentais, adaptados à realidade do Tribunal. Depois de sistematizadas, informações como o tempo e a complexidade de cada tarefa, entre outras, permitem o cálculo do quantitativo ideal de pessoas alocadas estrategicamente para desenvolver os processos de trabalho.
 
Para o diretor-geral do STF, outra vantagem na adoção do sistema é a possibilidade de atualizações ao longo do tempo, de modo a acompanhar mudanças que ocorram nos processos de trabalho, propiciando ao Tribunal um instrumento de gestão contínuo, moderno, com critérios objetivos, mensuráveis e de metodologia clara, envolvendo a análise de vários componentes.
 
Desenvolvimento
 
Dez equipes de pesquisadores da UnB iniciaram nesta semana o trabalho de levantamento e coleta de informações. Serão dimensionadas 50 unidades do Tribunal, ao longo de 15 meses.
 
Coordenada pelos professores da UnB André Luiz Marques Serrano e Pedro Paulo Murce Meneses, doutores em Economia e Psicologia, respectivamente, a execução do projeto também conta com auxílio de servidores do STF, que participam diretamente dos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento, acompanhando e internalizando a nova metodologia.
 
 Eficiência
 
 
O princípio constitucional da eficiência administrativa, previsto no artigo 37, caput, da Constituição Federal, visa garantir a excelência na prestação dos serviços públicos por meio da racionalização da máquina administrativa, unindo qualidade, celeridade e menor custo no trato com os bens públicos.
 
Nesse contexto, antes de se tornar uma recomendação do Tribunal de Contas da União, a iniciativa já era objeto de estudo no Supremo, na busca de alternativas com o intuito de adequar a instituição ao cenário de restrições orçamentárias – sem perder o foco na eficiência de suas ações –, tendo em vista que a Emenda Constitucional nº 95/2016 impôs limites para os gastos públicos para o período de 20 anos.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa do STF